E Jacó ficou sozinho. Então veio um homem que se pôs a lutar com ele até o amanhecer.Quando o homem viu que não poderia dominá-lo, tocou na articulação da coxa de Jacó, de forma que lhe deslocou a coxa, enquanto lutavam. Então o homem disse: "Deixe-me ir, pois o dia já desponta". Mas Jacó lhe respondeu: "Não te deixarei ir, a não ser que me abençoes". O homem lhe perguntou: "Qual é o seu nome?” "Jacó", respondeu ele. Gênesis 32:24-27
Esse texto mostra um momento decisivo da vida de Jacó, até então ele já havia assumido duas vezes o lugar de seu irmão Esaú (Gênese 25:33 e 27:19) e agora se depara com a pergunta “qual é o seu nome?”. Essa pergunta parece simples, mas é bem mais profunda e respondê-la exige muita convicção e sabedoria.
Hoje, nos deparamos muitas vezes com perguntas semelhantes a essas, perguntas que colocam em questão quem nós somos. Várias são as formas com as quais as pessoas nos chamam, cristãos, evangélicos, jovens, abeunses... Mas enfim, quem somos? Ou quem devemos ser? Qual a nossa identidade?
Nós fomos criados a imagem e semelhança de Deus (Gêneses 1:26 e 27), essa era nossa identidade, éramos criaturas de Deus e nos parecíamos com o Criador. Porém, o pecado tirou isso de nós, como podemos ser semelhantes a Deus tendo pecados em nossas vidas? A partir desse momento o homem não era mais o mesmo. Deus, porém, usou de sua misericórdia e enviou seu único filho (João 3:16) para que ele levasse o peso de nossos pecados, para que Cristo pagasse o preço e um dia mais uma vez pudéssemos ser semelhantes a Deus.
Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus. Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade. João 1:12-14
Depois do sacrifício de Cristo somos tratados como filhos de Deus e de fato o somos se cremos na obra de Deus. As pessoas, porém, têm tentado tirar isso de nós, da mesma forma com que foi proposto a Adão. No mundo de hoje para crescermos e nos tornarmos bem sucedidos muitos valores e princípios são postos em questão e somo levados a crer que para ser alguém é preciso fazer coisas que desagradam a Deus (o pecado). Podemos ver pelas histórias de Adão e Jacó que o engano, a mentira e ganância sempre foram estratégias usadas para nos separar de Deus.
Somente o verdadeiro encontro com Deus vai trazer de volta nossa identidade a muito perdida. Em Gêneses 28:20-22, Jacó faz uma promessa e após passar por várias experiências com o Deus de seus pais ele se depara com próprio Deus e com pergunta que mudaria sua vida (Gêneses 32:27): “Qual é o seu nome?”
A partir desse encontro único Jacó pode assumir quem ele realmente era e teve seu nome mudado para Israel (aquele que reina com Deus) - Gênese 32:28. Jacó não teve só o nome mudado, mas sim a sua história, após esse encontro as pessoas se refeririam a Deus como: O Deus da Abraão, Isaque e Jacó (Mateus 22:32).
Da mesma forma que Deus tratou Jacó Ele nos trata hoje, a mesma oportunidade que lhe foi dada é a que temos. Deus quer que tenhamos uma identidade estabelecida com cristãos (pequenos Cristo), que assumamos que não éramos nada, mas pela graça, por meio de Jesus, seremos semelhantes a Deus, somos imitadores de Cristo, somos não só criaturas, mas filhos do próprio Deus. Por sermos filhos devemos ter características semelhantes a do Pai, assim quando as pessoas nos olharem verão representações do próprio Deus.
Vejam como é grande o amor que o Pai nos concedeu: que fôssemos chamados filhos de Deus, o que de fato somos! Por isso o mundo não nos conhece, porque não o conheceu.
Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é.
Todo aquele que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro.
Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei.
Vocês sabem que ele se manifestou para tirar os nossos pecados, e nele não há pecado.
Todo aquele que nele permanece não está no pecado. Todo aquele que está no pecado não o viu nem o conheceu. 1 João 3:1-6
Por Elias Granato

Comentários
Postar um comentário